escondido.. seguro
quinta-feira, agosto 23, 2007
à(s)
12:39 a.m.
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mag
dá me uma moeda..uma pequena. uma de prata. dá me na mão. que eu a darei a ti, sombra, para te guardares onde achares melhor.
promete me que ficas viva. promete me que te mostras.. quando nao houver mais nada em mim. promete me que te escondes e nao te deixas tocar..
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titulo.. qual titulo?
segunda-feira, julho 30, 2007
à(s)
10:19 p.m.
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mag
ja tem mais de um ano esta pic. é um dos lugares onde sempre fui sozinha. porque sempre levei muito em mim.
nesta noite levava o peso do ar comigo. algumas historias escritas em folhas do caderno. fazia quilometros com elas.
e elas quilometros de frases dentro de mim.
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vale do sono
à(s)
9:59 p.m.
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mag
deitada de costas para o sol que se põe – como se o negasses.. ou não quisesses saber do tempo que vai demorar ate nascer outra vez – o dourado desenha com a sombra os vales das suas costelas arqueadas.
respira devagar e adormece.
o quente do fim da tarde aconchega lhe os cabelos aos seus sonhos. ao chão que tem. ao cheiro que lhe vive da necessidade de tanto. e o que aperta é tanto.
o quente do fim da tarde aconchega lhe os cabelos aos seus sonhos. ao chão que tem. ao cheiro que lhe vive da necessidade de tanto. e o que aperta é tanto.
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mais de quê
terça-feira, julho 17, 2007
à(s)
9:00 p.m.
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mag
"If it was not for the great variability among individuals, medicine might as well be a science and not an art"
Sir William Osler, 1892
(mais ciência ou mais arte?)
Sir William Osler, 1892
(mais ciência ou mais arte?)
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li-lo, li-lo
domingo, junho 24, 2007
à(s)
12:39 a.m.
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mag
The indecision speaks volumes for all to hear
I clear all paths before me
Thinking in time, without a worrying mind
That I will come to a place of rest
A last caress, perhaps of chance
My hand on your belly, I softly begin to sing
Li-lo, li-lo, li-lo
Pulling from you what little I need
Freeze the moment, make it last
What you have can never rush past
I comply in silence for fear and no trust
To soak the vinegar from your lips
To taste the spy in your kiss
Set me loose upon you all, show me how
I dare not speak, I’m weak, too weak
But my reign shall wreak such terrors upon
Wherever there is
Is pause for alarm
You swore you met a different man
Not the one who bends before you now
You swore you’d love a different sort
Than I who swear all before you
Embrace, forsake, go ahead it makes you
The mistakes don’t stop, let it chase you
I taste, relate, to invade you
No wait, I’ll change, and await you
So cry no tears of missing out
Cry for those who go without
Billy Corgan
- blinking with fists -
I clear all paths before me
Thinking in time, without a worrying mind
That I will come to a place of rest
A last caress, perhaps of chance
My hand on your belly, I softly begin to sing
Li-lo, li-lo, li-lo
Pulling from you what little I need
Freeze the moment, make it last
What you have can never rush past
I comply in silence for fear and no trust
To soak the vinegar from your lips
To taste the spy in your kiss
Set me loose upon you all, show me how
I dare not speak, I’m weak, too weak
But my reign shall wreak such terrors upon
Wherever there is
Is pause for alarm
You swore you met a different man
Not the one who bends before you now
You swore you’d love a different sort
Than I who swear all before you
Embrace, forsake, go ahead it makes you
The mistakes don’t stop, let it chase you
I taste, relate, to invade you
No wait, I’ll change, and await you
So cry no tears of missing out
Cry for those who go without
Billy Corgan
- blinking with fists -
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the red downstairs
sábado, junho 23, 2007
à(s)
1:19 a.m.
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mag
no fim das escadas pinta as unhas de vermelho. vermelho vivo.
naquele recanto de passar a noite, quer sinta o peso húmido dos cabelos, quer sufoque no opaco doce do decote entreaberto.
o cadeirão de veludo preto, sentado no chão a par com a pintura nos tons escuros. as arestas antigas e gastas das mãos suadas.
abraçam-se os joelhos despidos..
..and it tastes foreign.
naquele recanto de passar a noite, quer sinta o peso húmido dos cabelos, quer sufoque no opaco doce do decote entreaberto.
o cadeirão de veludo preto, sentado no chão a par com a pintura nos tons escuros. as arestas antigas e gastas das mãos suadas.
abraçam-se os joelhos despidos..
..and it tastes foreign.
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iguais
segunda-feira, junho 18, 2007
à(s)
12:51 a.m.
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mag
tens um sinal nos olhos. tens um como eu. tens uma colecção de vidas choradas e lambidas que eu sei. e tu sabes da minha. da minha caixa de pandora, da minha fé em nada e do meu poder.
se me dizes que consigo. eu sorrio.
talvez mais ninguém mo pode dizer assim. e ser igual assim.
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noite de seda
segunda-feira, junho 11, 2007
à(s)
10:36 a.m.
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mag
faz tempo. faz tempo da noite em que perdi o medo.
voou com o laço de tule que se desfez.
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o lenço dos sonhos
terça-feira, maio 29, 2007
à(s)
6:28 p.m.
| Publicada por
mag
chegaste nesse dia, com os olhos vendados. chegaste e eu soltei o lenço preto da tua cara. guardei o enrolado no meu pulso.
fundido no meu braço era a força. era a cumplicidade. era dentro do peito. era um inegavel aperto. eram as lágrimas que queimavam rubras nos seus símbolos.
vi-te depois.. trazia-lo encerrado na tua mão. desta vez atei o de volta aos teus olhos. com a força que acreditava ter. que era nada. que era demasiada.
vi-te depois.. trazia-lo encerrado na tua mão. desta vez atei o de volta aos teus olhos. com a força que acreditava ter. que era nada. que era demasiada.
um lenço que te ardeu as pálpebras e feriu o escalpe. que sangrou o osso. que escorregou do branco vazio que um dia pensaste ver.
apanhei o agora assim do chão, o lenço preto dos símbolos vermelhos que era meu. que é. que sou eu.
apanhei o agora assim do chão, o lenço preto dos símbolos vermelhos que era meu. que é. que sou eu.
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raízes
quinta-feira, maio 03, 2007
à(s)
2:43 p.m.
| Publicada por
mag
porque somos de onde vimos, de cada pedaço de chão que agarra as nossas raízes. dos pontos que convergem na personalidade.
de cada um que nos molda, nos abala, nos prende, nos arde quando as folhas de nós árvores, parecem cair.
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ficar
à(s)
12:53 a.m.
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mag
encostado ao carro, via-a chegar. tremiam lhe as mãos. sempre que a amava desistia de partir.
a miúda morena caiu lhe nos braços.. desesperadamente doce. demasiado quente aquele corpo que lhe tocava o frio.
a miúda morena caiu lhe nos braços.. desesperadamente doce. demasiado quente aquele corpo que lhe tocava o frio.
pareceu-lhe perfeita a noite de amena. de envolta naquele cheiro dela.
era tão parecido com o jasmim de volta a casa.
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um karma de branco
domingo, abril 08, 2007
à(s)
11:55 p.m.
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mag
um dia vou gritar ao meu karma. mordo o lábio, abro a porta para a varanda e digo lhe umas. bem alto. (fdp do karma) vou e aperto lhe o pescoço!
não quero mais disto. não quero ser a sorte grande. nem a pequena. quero caber na estatística. ser mais normal às vezes. ser mais calhau. dos calhaus humanos. ser mais fdp ainda que o sr. K
dias brancos, trazem qualquer coisa com o granizo, uma mão que me puxa a orelha. chega ao pé de mim e sopra me um frio, uma consciência inaudível. desperta me (não me tinha sentido adormecer..)
questiono os meus S’s. procuro pelas minhas rectas.. e endireito me.
não quero mais disto. não quero ser a sorte grande. nem a pequena. quero caber na estatística. ser mais normal às vezes. ser mais calhau. dos calhaus humanos. ser mais fdp ainda que o sr. K
dias brancos, trazem qualquer coisa com o granizo, uma mão que me puxa a orelha. chega ao pé de mim e sopra me um frio, uma consciência inaudível. desperta me (não me tinha sentido adormecer..)
questiono os meus S’s. procuro pelas minhas rectas.. e endireito me.
agora vou à procura do karma. creio que se estendeu para o infinito
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homenagem
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
à(s)
9:48 p.m.
| Publicada por
mag
é com essa naturalidade com que bebes de um copo que contemplas o teu redor. inalas as cores e os sons. dão-te a sensação que os conheces. adquiri-los é-te fácil.
para ti o conhecimento não vem só nas letras, pessoas, nas canções e nas notícias. pequenas coisas, nadas para os outros, constroem-te. fazem-te sorrir. fazem-te pertencer a todos os lugares em que pousaste o olhar, em que imaginaste histórias.
trocas fragmentos de ti por aí. roubas pedaços de aí para ti. nada fica mais pobre. tu cresces e perpetuas esses nadas teus.
para ti o conhecimento não vem só nas letras, pessoas, nas canções e nas notícias. pequenas coisas, nadas para os outros, constroem-te. fazem-te sorrir. fazem-te pertencer a todos os lugares em que pousaste o olhar, em que imaginaste histórias.
trocas fragmentos de ti por aí. roubas pedaços de aí para ti. nada fica mais pobre. tu cresces e perpetuas esses nadas teus.
Deus dos pequenos nadas
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em outro tempo
segunda-feira, janeiro 22, 2007
à(s)
8:11 p.m.
| Publicada por
mag
Nesse outro tempo, eu não vivi.
Era o tempo dos fatinhos brancos. Das amas de pele escura também de branco engomado a enfrentar o calor no ar, descontraídas. É o que dizem as fotografias dos álbuns das folhas grossas e negras.
Miúdos de pés descalços andam pela casca do arroz, escondem as sandálias de borracha atrás das flores do jardim e fogem contentes. Não há maneira da terra vermelha os agredir, pouco mais há que natureza tropical por ali.
Meninos alvos de calções e bordado inglês misturam-se com pernas negras ali no pátio. São-lhes indiferentes de tão familiares. Esperam pela hora em que alguém os chama da grande cozinha para o lanche. Pão-de-Ló e doce de papaia. Chá servido à sombra de uma árvore, para as amigas que vieram de longe lanchar. Parecia que tinham tempo de sobra.
Vivia-se no tempo em que a cor clara da rua entrava pelas casas dentro. O cheiro era uma mistura de goma e carvão, com a fruta amadurecida doce na árvore.
Tinha-se o tempo dos trópicos para tudo. Como era quente. Como se aliviava com uma limonada com muitas colheres de açúcar.
Vivo estes cenários como se fossem meus, de tantas vezes os ouvir contar.
Invejo-os por não sentir a marca desse sol e do ar húmido. Não conhecer os sons da noite. Não saber andar descalça, como as crianças nessa terra. longe.
Era o tempo dos fatinhos brancos. Das amas de pele escura também de branco engomado a enfrentar o calor no ar, descontraídas. É o que dizem as fotografias dos álbuns das folhas grossas e negras.
Miúdos de pés descalços andam pela casca do arroz, escondem as sandálias de borracha atrás das flores do jardim e fogem contentes. Não há maneira da terra vermelha os agredir, pouco mais há que natureza tropical por ali.
Meninos alvos de calções e bordado inglês misturam-se com pernas negras ali no pátio. São-lhes indiferentes de tão familiares. Esperam pela hora em que alguém os chama da grande cozinha para o lanche. Pão-de-Ló e doce de papaia. Chá servido à sombra de uma árvore, para as amigas que vieram de longe lanchar. Parecia que tinham tempo de sobra.
Vivia-se no tempo em que a cor clara da rua entrava pelas casas dentro. O cheiro era uma mistura de goma e carvão, com a fruta amadurecida doce na árvore.
Tinha-se o tempo dos trópicos para tudo. Como era quente. Como se aliviava com uma limonada com muitas colheres de açúcar.
Vivo estes cenários como se fossem meus, de tantas vezes os ouvir contar.
Invejo-os por não sentir a marca desse sol e do ar húmido. Não conhecer os sons da noite. Não saber andar descalça, como as crianças nessa terra. longe.
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decomposição
sábado, janeiro 13, 2007
à(s)
12:55 a.m.
| Publicada por
mag
cor . luz . distorção
decomposição dos vários tons da coca-cola, como os tons das pessoas vistas a transparências diferentes.
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desintegridade
à(s)
12:50 a.m.
| Publicada por
mag
Uma palavra a mais.. um milímetro a menos nos espaços da peneira por onde passas.
eras uma pessoa sem sombra. sem nada teu para carregar, apenas palavras alegres, e os males dos outros. ver-te chegar era ver chegar a serenidade amistosa de um quase membro da família.
a tua mão era quente. o teu abraço completo. apertavas-me mais quando me vias pálida de olhos fundos. sabias sempre.
quantas vezes te falei das minhas lágrimas. quantas me pegaste ao colo como a filha que não tinhas?
tenho um eco de traição dentro da cabeça.. palavras que disseste a custo.. são o som que turva o que vejo. o brilho que ficou baço. a pena que se afogou num pingo salgado.. a tua sombra que apareceu sem que houvesse luz.
a desintegridade que não te conheço.
eras uma pessoa sem sombra. sem nada teu para carregar, apenas palavras alegres, e os males dos outros. ver-te chegar era ver chegar a serenidade amistosa de um quase membro da família.
a tua mão era quente. o teu abraço completo. apertavas-me mais quando me vias pálida de olhos fundos. sabias sempre.
quantas vezes te falei das minhas lágrimas. quantas me pegaste ao colo como a filha que não tinhas?
tenho um eco de traição dentro da cabeça.. palavras que disseste a custo.. são o som que turva o que vejo. o brilho que ficou baço. a pena que se afogou num pingo salgado.. a tua sombra que apareceu sem que houvesse luz.
a desintegridade que não te conheço.
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