nua vulnerabilidade

quinta-feira, novembro 22, 2007 à(s) 7:02 da tarde
aguardo me numa posição fetal.
o ambiente incomoda me de tão estéril.. tenho a sensação nítida de que sou mais pequena que o meu espaço, como se a pedra que me toca estivesse ao longe, na lente do que vejo.
sinto apenas a superfície exposta do meu corpo.
admito me assim.
percorro a pele macia que já não disfarça o volume agudo do osso. procuro as minhas mãos emaranhadas nos cabelos escorridos. Protegem me, quase tanto como procuram. percebo as frias, absurda e momentaneamente incapazes.

1 Responses to nua vulnerabilidade

  1. Casimiro Says:

    Há momentos em que a nossa carne é consumida... Mirramos então. Diminuimo-nos. Encolhemo-nos. Diminuem-nos? Encolhem-nos?

    Nada do que existe é definitivo. Nem mesmo a incapacidade das nossas extremidades e a inércia das nossas sinapses. Confundem-se. Baralham-se. Falta-lhes só uma luz quente de coragem para lhes iluminar o caminho que sempre lá esteve.

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