ficar
a miúda morena caiu lhe nos braços.. desesperadamente doce. demasiado quente aquele corpo que lhe tocava o frio.
pareceu-lhe perfeita a noite de amena. de envolta naquele cheiro dela.
era tão parecido com o jasmim de volta a casa.
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um karma de branco
não quero mais disto. não quero ser a sorte grande. nem a pequena. quero caber na estatística. ser mais normal às vezes. ser mais calhau. dos calhaus humanos. ser mais fdp ainda que o sr. K
dias brancos, trazem qualquer coisa com o granizo, uma mão que me puxa a orelha. chega ao pé de mim e sopra me um frio, uma consciência inaudível. desperta me (não me tinha sentido adormecer..)
questiono os meus S’s. procuro pelas minhas rectas.. e endireito me.
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homenagem
para ti o conhecimento não vem só nas letras, pessoas, nas canções e nas notícias. pequenas coisas, nadas para os outros, constroem-te. fazem-te sorrir. fazem-te pertencer a todos os lugares em que pousaste o olhar, em que imaginaste histórias.
trocas fragmentos de ti por aí. roubas pedaços de aí para ti. nada fica mais pobre. tu cresces e perpetuas esses nadas teus.
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em outro tempo
Era o tempo dos fatinhos brancos. Das amas de pele escura também de branco engomado a enfrentar o calor no ar, descontraídas. É o que dizem as fotografias dos álbuns das folhas grossas e negras.
Miúdos de pés descalços andam pela casca do arroz, escondem as sandálias de borracha atrás das flores do jardim e fogem contentes. Não há maneira da terra vermelha os agredir, pouco mais há que natureza tropical por ali.
Meninos alvos de calções e bordado inglês misturam-se com pernas negras ali no pátio. São-lhes indiferentes de tão familiares. Esperam pela hora em que alguém os chama da grande cozinha para o lanche. Pão-de-Ló e doce de papaia. Chá servido à sombra de uma árvore, para as amigas que vieram de longe lanchar. Parecia que tinham tempo de sobra.
Vivia-se no tempo em que a cor clara da rua entrava pelas casas dentro. O cheiro era uma mistura de goma e carvão, com a fruta amadurecida doce na árvore.
Tinha-se o tempo dos trópicos para tudo. Como era quente. Como se aliviava com uma limonada com muitas colheres de açúcar.
Vivo estes cenários como se fossem meus, de tantas vezes os ouvir contar.
Invejo-os por não sentir a marca desse sol e do ar húmido. Não conhecer os sons da noite. Não saber andar descalça, como as crianças nessa terra. longe.
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decomposição
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desintegridade
eras uma pessoa sem sombra. sem nada teu para carregar, apenas palavras alegres, e os males dos outros. ver-te chegar era ver chegar a serenidade amistosa de um quase membro da família.
a tua mão era quente. o teu abraço completo. apertavas-me mais quando me vias pálida de olhos fundos. sabias sempre.
quantas vezes te falei das minhas lágrimas. quantas me pegaste ao colo como a filha que não tinhas?
tenho um eco de traição dentro da cabeça.. palavras que disseste a custo.. são o som que turva o que vejo. o brilho que ficou baço. a pena que se afogou num pingo salgado.. a tua sombra que apareceu sem que houvesse luz.
a desintegridade que não te conheço.
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dream on
Long and spindly
Death becomes me
Heaven can you see what I see
Hey you pale and sickly child
You're death and living reconciled
Been walking home a crooked mile
Paying debt to karma
You party for a living
What you take won't kill you
But careful what you're giving
There's no time for hesitating
Pain is ready, pain is waiting
Primed to do it's educating
Unwanted, uninvited kin
It creeps beneath your crawling skin
It lives without it lives within you
Feel the fever coming
You're shaking and twitching
You can scratch all over
But that won't stop you itching
..Can you feel a little love
Dream on.. dream on
Blame it on your karmic curse
Oh shame upon the universe
It knows its lines
It's well rehearsed
It sucked you in, it dragged you down
To where there is no hallow ground
Where holiness is never found
Paying debt to karma
You party for a living
What you take won't kill you
But careful what you're giving
..Can you feel a little love
Dream on.. dream on
Depeche Mode – “Dream On”
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catarse
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o distinto
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Tool - Novembro 2006



Tool, de volta a Portugal.
o atlantico não estava cheio. não havia um coro sonante no refrão dos grandes "hits". não havia modas. música aliada a um espectaculo visual e de efeitos que impressionam pela perfeita sincronização, pela dimensão que dão ao sentir dos sons.
Tool para quem gosta.
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Reportagem I
- Russia -
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depois do reflexo
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momento da volta
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destinos
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