titulo.. qual titulo?
|
2
comentários
|
vale do sono
o quente do fim da tarde aconchega lhe os cabelos aos seus sonhos. ao chão que tem. ao cheiro que lhe vive da necessidade de tanto. e o que aperta é tanto.
|
0
comentários
|
mais de quê
Sir William Osler, 1892
(mais ciência ou mais arte?)
|
5
comentários
|
li-lo, li-lo
I clear all paths before me
Thinking in time, without a worrying mind
That I will come to a place of rest
A last caress, perhaps of chance
My hand on your belly, I softly begin to sing
Li-lo, li-lo, li-lo
Pulling from you what little I need
Freeze the moment, make it last
What you have can never rush past
I comply in silence for fear and no trust
To soak the vinegar from your lips
To taste the spy in your kiss
Set me loose upon you all, show me how
I dare not speak, I’m weak, too weak
But my reign shall wreak such terrors upon
Wherever there is
Is pause for alarm
You swore you met a different man
Not the one who bends before you now
You swore you’d love a different sort
Than I who swear all before you
Embrace, forsake, go ahead it makes you
The mistakes don’t stop, let it chase you
I taste, relate, to invade you
No wait, I’ll change, and await you
So cry no tears of missing out
Cry for those who go without
Billy Corgan
- blinking with fists -
|
0
comentários
|
the red downstairs
naquele recanto de passar a noite, quer sinta o peso húmido dos cabelos, quer sufoque no opaco doce do decote entreaberto.
o cadeirão de veludo preto, sentado no chão a par com a pintura nos tons escuros. as arestas antigas e gastas das mãos suadas.
abraçam-se os joelhos despidos..
..and it tastes foreign.
|
1 comentários
|
iguais
|
0
comentários
|
noite de seda
|
0
comentários
|
o lenço dos sonhos
vi-te depois.. trazia-lo encerrado na tua mão. desta vez atei o de volta aos teus olhos. com a força que acreditava ter. que era nada. que era demasiada.
apanhei o agora assim do chão, o lenço preto dos símbolos vermelhos que era meu. que é. que sou eu.
|
1 comentários
|
raízes
|
4
comentários
|
ficar
a miúda morena caiu lhe nos braços.. desesperadamente doce. demasiado quente aquele corpo que lhe tocava o frio.
pareceu-lhe perfeita a noite de amena. de envolta naquele cheiro dela.
era tão parecido com o jasmim de volta a casa.
|
2
comentários
|
um karma de branco
não quero mais disto. não quero ser a sorte grande. nem a pequena. quero caber na estatística. ser mais normal às vezes. ser mais calhau. dos calhaus humanos. ser mais fdp ainda que o sr. K
dias brancos, trazem qualquer coisa com o granizo, uma mão que me puxa a orelha. chega ao pé de mim e sopra me um frio, uma consciência inaudível. desperta me (não me tinha sentido adormecer..)
questiono os meus S’s. procuro pelas minhas rectas.. e endireito me.
|
2
comentários
|
homenagem
para ti o conhecimento não vem só nas letras, pessoas, nas canções e nas notícias. pequenas coisas, nadas para os outros, constroem-te. fazem-te sorrir. fazem-te pertencer a todos os lugares em que pousaste o olhar, em que imaginaste histórias.
trocas fragmentos de ti por aí. roubas pedaços de aí para ti. nada fica mais pobre. tu cresces e perpetuas esses nadas teus.
|
2
comentários
|
em outro tempo
Era o tempo dos fatinhos brancos. Das amas de pele escura também de branco engomado a enfrentar o calor no ar, descontraídas. É o que dizem as fotografias dos álbuns das folhas grossas e negras.
Miúdos de pés descalços andam pela casca do arroz, escondem as sandálias de borracha atrás das flores do jardim e fogem contentes. Não há maneira da terra vermelha os agredir, pouco mais há que natureza tropical por ali.
Meninos alvos de calções e bordado inglês misturam-se com pernas negras ali no pátio. São-lhes indiferentes de tão familiares. Esperam pela hora em que alguém os chama da grande cozinha para o lanche. Pão-de-Ló e doce de papaia. Chá servido à sombra de uma árvore, para as amigas que vieram de longe lanchar. Parecia que tinham tempo de sobra.
Vivia-se no tempo em que a cor clara da rua entrava pelas casas dentro. O cheiro era uma mistura de goma e carvão, com a fruta amadurecida doce na árvore.
Tinha-se o tempo dos trópicos para tudo. Como era quente. Como se aliviava com uma limonada com muitas colheres de açúcar.
Vivo estes cenários como se fossem meus, de tantas vezes os ouvir contar.
Invejo-os por não sentir a marca desse sol e do ar húmido. Não conhecer os sons da noite. Não saber andar descalça, como as crianças nessa terra. longe.
|
1 comentários
|
decomposição
|
5
comentários
|
desintegridade
eras uma pessoa sem sombra. sem nada teu para carregar, apenas palavras alegres, e os males dos outros. ver-te chegar era ver chegar a serenidade amistosa de um quase membro da família.
a tua mão era quente. o teu abraço completo. apertavas-me mais quando me vias pálida de olhos fundos. sabias sempre.
quantas vezes te falei das minhas lágrimas. quantas me pegaste ao colo como a filha que não tinhas?
tenho um eco de traição dentro da cabeça.. palavras que disseste a custo.. são o som que turva o que vejo. o brilho que ficou baço. a pena que se afogou num pingo salgado.. a tua sombra que apareceu sem que houvesse luz.
a desintegridade que não te conheço.
|
1 comentários
|
dream on
Long and spindly
Death becomes me
Heaven can you see what I see
Hey you pale and sickly child
You're death and living reconciled
Been walking home a crooked mile
Paying debt to karma
You party for a living
What you take won't kill you
But careful what you're giving
There's no time for hesitating
Pain is ready, pain is waiting
Primed to do it's educating
Unwanted, uninvited kin
It creeps beneath your crawling skin
It lives without it lives within you
Feel the fever coming
You're shaking and twitching
You can scratch all over
But that won't stop you itching
..Can you feel a little love
Dream on.. dream on
Blame it on your karmic curse
Oh shame upon the universe
It knows its lines
It's well rehearsed
It sucked you in, it dragged you down
To where there is no hallow ground
Where holiness is never found
Paying debt to karma
You party for a living
What you take won't kill you
But careful what you're giving
..Can you feel a little love
Dream on.. dream on
Depeche Mode – “Dream On”
|
1 comentários
|
catarse
|
2
comentários
|
o distinto
|
4
comentários
|
Tool - Novembro 2006



Tool, de volta a Portugal.
o atlantico não estava cheio. não havia um coro sonante no refrão dos grandes "hits". não havia modas. música aliada a um espectaculo visual e de efeitos que impressionam pela perfeita sincronização, pela dimensão que dão ao sentir dos sons.
Tool para quem gosta.
|
2
comentários
|
Reportagem I
- Russia -
|
1 comentários
|
depois do reflexo
|
1 comentários
|
momento da volta
|
1 comentários
|
destinos
|
1 comentários
|
luzes
cada luz dessas memórias que passavam, brilhava mais. reflectia nos cristais ainda líquidos. há uma força que os acalma..
|
4
comentários
|
sangue
|
0
comentários
|
em cena

preparo-me para entrar. calço-me e ato as fitas cor-de-rosa num laço perfeito. as collants não têm falhas e o tule tem um ar confiante. perfeito.
|
2
comentários
|
privilege

Make Yourself
para mim, o melhor dos albuns de sempre. de incubus. de todos.
cada dia que pego nele e me dedico.. parece diferente. aprendo sempre qualquer coisa mais.
incubus sempre foi a minha filosofia. nao quero saber se o Brandon Boyd é abichanado.. ou tem "vozinhas" e faz aqueles gemidos longos. nao me interessa puto saber o nome dos elementos da banda. onde é que eles andam, quando é que vêm cá, se é que vêm. fds.. não gosto de ser fã. gosto da musica deles. gosto muito.
este album é, como alguns outros, nao muitos, uma pequena (grande) parte de mim. mensagens tão simples. sem grandes construções. tão that's it .. quando venho lixada da vida é nele que pego, é com ele que grito, que ponho aos berros de vidros abertos.. naqueles momentos em que quero fazer sentido.
letras como as de "consequence", "pardon me", "make yourself", "when it comes", "the warmth", "out from under".. sei lá.. todas fazem sentido. fazem-me sentir mais eu. dão-me garra, fazem-me acreditar, olhar as coisas como elas são. "stellar" faz sonhar.. faz pensar. faz querer.
Isn´t it strange that a gift could be an enemy?
Isn´t it weird that a privilege could feel like a chore?
Maybe it´s me but this line isn´t going anywhere,
maybe if we looked hard enough,
we could find a backdoor (find yourself a backdoor)..
I see you in line, dragging your feet
you have my sympathy.
The day you were born, you were born free. That is your privilege.
make yourself - 'privilege"
..if the wind blew me in the right direction, would i even care? i would.
|
1 comentários
|
aqui ao lado
|
6
comentários
|
encontro
porque com o cinzento das nuvens fica escuro e sério. porque com o sol fica claro e translúcido. porque é mais verdadeiro que azul. mais esperança e mais conforto.
porque se revolta e fica turvo, envolto nos restos perdidos das conchas do fundo.
a noite é escura. pela falta do sol. não. porque tem a sua luz e o seu sol, que ocultos a fazem brilhar.
o escuro transmite-se. a presença de algo, mais que a ausência de luz, transforma o meio. o vermelho é mais sedutor, os sons mais penetrantes, as ideias são mais puras e mais valentes no escuro da noite. daí nasce o orgulho do seu lustro.
o mar perde o verde na noite. as ondas sossegam e enchem-se de reflexos..
|
2
comentários
|
pingo

|
3
comentários
|
neons
|
2
comentários
|
metamorfose

metamorfose. processo de evolução e desenvolvimento em vários estágios de maturidade e forma. as borboletas são o mais encantador exemplo disso mesmo.
|
1 comentários
|
brilho
num chamado "golpe de vista", alguma coisa brilhou entre as folhas. uma teia frágil a reflectir os raios de sol.
|
5
comentários
|
amarela
|
2
comentários
|
morangos
|
2
comentários
|
SBSR 06


Deftones.Placebo.Tool
o Super Bock Super Rock este ano foi assim. o melhor, sem dúvida. creio que tem vindo a melhorar a cada ano desde que adquiriu este novo formato. desde o grande Super Rock in Lisbon. muitos concertos, muitas (e grandes) bandas e muitas emoções, tudo junto!
ficam algumas imagens dos momentos.

ps. foi tão bom que até os mosquitos foram lá curtir, e beber á pala!
ps.2 Primitive Reason e Alice in Chains não constam.. iam estragar o enquadramento do post. pedimos desculpa.
|
2
comentários
|
sozinho
penso em ti. não é sempre, mas penso. talvez seja mais do que aquilo que eu reconheço em mim própria.
|
4
comentários
|
vertigem..
|
4
comentários
|
um copo

quanta coisa podia eu escrever sobre um copo.
este tem uma certa semelhança com um copo de imperial.. mas não é. não tem nenhuma marca impressa. duvido que algum dia tenha contido álcool.
este poderá ser mesmo um copinho-de-leite, inocente.. nunca provocou ninguém nem matou a sede com um seu conteúdo fresco e dourado num dia quente de verão.
o copo-de-leite está vazio.
porque não chamar-lhe antes copo-de-chá? na maioria das vezes é isso que contém. chá gelado.
desta vez existe no copo algo que desperta os sentidos. não chega a ser provocador, apenas estimulante.. mas calmo, com um aroma acre e sabor ligeiramente amargo. aliás, já não contém nada, somente algumas gotas.. vestígios. voltar-se-á a encher numa próxima (e cada vez mais) noite longa.
|
3
comentários
|
Porto Sentido
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa.
by Carlos Tê / Rui Veloso
..andei algum tempo a imaginar esta paisagem que a música cantava. encantam-me as palavras e encantou-me a expressão da cidade. gosto do Porto.
|
5
comentários
|
luz vaga
"Luz vaga, muz vesga a tua cruz ... Os teus olhos não são de gente, o teu ar foge para cima. Tens a perna no cimento, tens a mão no pensamento." ..entras-me pela janela. luz vaga. nas noites que se tornam dias.. porque tu chegas. espreitas e entras sem pensar se estou a tua espera. noites em que só fecho os olhos quando tu vens. ja é de dia.
|
3
comentários
|
Bela Vista
de volta.. sentei-me na esplanada quase vazia, acompanhada por gente diferente da de antes. escolhi o gelado que mais me agradou e olhei em volta. a rua não tinha mudado assim tanto. ou talvez tivesse mudado e eu não saberia reconhecer por nunca a ter olhado com calma.
|
1 comentários
|
natural
De novo, a expressão do meu fascínio pela natureza. pelos cenários construídos pelas forças não-humanas.
|
1 comentários
|
Chicago.. nos States
|
0
comentários
|
Chicago
|
1 comentários
|
tarde
passava de carro. observava o campo coberto de roxo, fugidio.. e sonhava em chegar ao seu lugar, segura. do outro lado do horizonte o por do sol. sabia que era tarde.
|
2
comentários
|
uma perfeição
os felinos.
|
1 comentários
|
parasita
Há dias meio assim. em que nos sentimos parasitados.. actuados por entes alheios a nossa vontade.. ou porções de nós.Como a baga verde parece estar infestada de pequenos seres. São apenas pedaços de si que ainda nao amadureceram. em breve se tornarão outras bagas. umas serão levadas pelo vento, outras apreciadas por quem as colher.
|
1 comentários
|
sombrio
..é das minhas fotografias que mais gosto.
|
5
comentários
|

















